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15/06/2018

Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM), Instituto Presbiteriano Mackenzie (IPM) e o Centro de Estudos das Sociedades de Direito (CESA) selecionam estudantes para a 2ª edição do Projeto Incluir Direito.

Incluir Direito é fruto de um convênio assinado em 2016 pelas instituições, que visa promover a maior participação da população negra no universo jurídico e desenvolver uma atuação coerente e afirmativa, que contribua para a redução das desigualdades e da discriminação.

A edição 2018 continua ainda em caráter piloto, beneficiando 15 estudantes - se possível, mulheres e homens, sendo elegíveis alunos regularmente matriculados entre os terceiro e quinto semestre do curso no primeiro semestre de 2018, e autodeclarados negros e negras. A escolha acontece por fases: inscrição, análise documental, entrevistas individuais e divulgação do resultado final.

O programa de capacitação tem início em agosto, com atividades de preparação profissional dos estudantes que envolve aprimoramento para interpretação e produção de textos, curso sobre Direito e Relações Raciais, língua estrangeira e participação em atividades extracurriculares. As entidades promotoras têm a expectativa de que, ao final, os estudantes beneficiados participem de processos seletivos junto aos escritórios de advocacia vinculados ao CESA e garantam sua inserção profissional nos melhores postos de trabalho da área.

A divulgação do resultado será conhecida no dia 15 de junho, com os aprovados sendo convocados para entrevistas de elaboração de programa de desenvolvimento individual.

Resultados
A primeira fase do Projeto Incluir Direito beneficiou garotas e rapazes que tiveram oito grandes escritórios participantes como apoiadores e garantidores de inserção dos eneficiários/profissional nos melhores postos de trabalho da área.

Quase a totalidade do grupo (90% dos estudantes) foi composta por bolsistas prounistas e, academicamente, todos estes estudantes são considerados pelos professores da faculdade alunos e alunas exemplares, além de serem engajados em alguma atividade extra, como grupos de estudo e pesquisa (dentro e fora da nossa instituição); ativistas em movimentos de Direitos Humanos, como o AfroMack; voluntários em projetos sociais dentre outros exemplos de atuação e exercício da sua cidadania.

O reitor da Universidade Presbiteriana Mackenzie, Benedito Guimarães Aguiar Neto, destaca que os alunos foram preparados para participar em condições de igualdade em relação aos demais candidatos dos processos seletivos dos grandes escritórios de Advocacia. "O projeto não previa complementar as atividades da Faculdade, visto que as competências técnicas adquiridas no curso de Direito não eram consideradas como um dos fatores da desigualdade. No entanto, o Incluir Direito foi estruturado para oferecer atividades que abrangessem as competências técnicas requeridas especificamente nos processos de contratação, como aulas de inglês e aulas teóricas técnicas e Português Instrumental e Postura Profissional, como também ofereceu outras ações complementares que permitiram desenvolver outros aspectos práticos, difíceis de serem trabalhados teoricamente", comenta Aguiar Neto.

Segundo Carlos José Santos da Silva, presidente do CESA, oito grandes escritórios participaram como apoiadores e garantidores de inserção dos beneficiários/profissional nos melhores postos de trabalho da área. "Com isso os alunos tinham o compromisso de participar de pelo menos três processos seletivos", relata.

Para Felipe Chiarelo, diretor da Faculdade de Direito do Mackenzie, o resultado da primeira edição foi superpositivo, visto que a taxa de sucesso nos processos seletivos e de absorção do primeiro grupo junto aos escritórios foi de 80%. "Houve um ganho maior no sentimento de valorização e autoconfiança, pontos destacados pelos Recursos Humanos dos escritórios. Podemos dizer que antes de participarem do Projeto Incluir Direito, muitos deles afirmavam que não se enxergavam nestes ambientes", finaliza.

Vale ressaltar que Projeto Incluir Direito vem tendo destaque internacional, recebendo em abril o Prêmio LatinLawer, na categoria de iniciativa para a diversidade, promovida pela publicação LatinLawyer.

Sobre o Mackenzie 

A Universidade Presbiteriana Mackenzie está entre as 100 melhores instituições de ensino da América Latina, segundo a pesquisa QS Quacquarelli Symonds University Rankings, uma organização internacional de pesquisa educacional, que avalia o desempenho de instituições de ensino médio, superior e pós-graduação.

Fonte: Terra- SP