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13/10/2016

O Centro de Estudos das Sociedades de Advogados - CESA, acompanhando de perto e com preocupação o contínuo agravamento da crise ético-político-administrativa por que passa o País e solidário a atônita sociedade brasileira nestes tristes tempos, confia em que nossas já amadurecidas Instituições saberão dar resposta legítima, serena e firme aos acontecimentos, investigando e punindo os atos que possam configurar improbidade administrativa. A simples contratação de um profissional de direito por um cliente eventualmente envolvido em desvios não configura qualquer ilicitude. Por essa razão, o CESA vem por meio desta nota manifestar repúdio às reportagens publicadas recentemente, em que mais uma vez demonstram o equívoco de confundir a figura do advogado com a do seu cliente. Colocam em dúvida a natureza dos serviços jurídicos prestados, apenas e tão somente por estar protegida pela cláusula do sigilo, desconsiderando por completo essa importante prerrogativa profissional essencial ao direito de defesa.

O exercício da advocacia é uma das garantias fundamentais de todos os cidadãos. Pretender criminalizar a atuação profissional do advogado, como alguns veículos da imprensa vêm fazendo, é um rematado absurdo. Não podemos permitir que enfraqueçam toda a classe e o próprio instituto da defesa. Esquecem-se que o Advogado e sua atuação destemida é um dos pilares do Estado Democrático de Direito.

Carlos José Santos da Silva
Presidente Nacional do CESA