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29/03/2018

Advogada e consultora especialista em planejamento estratégico, composição societária e gestão de pessoas na advocacia, Lara Selem, foi a convidada da 4ª reunião da seccional Ceará do Centro de Estudos das Sociedades de Advogados (CESA). Em Fortaleza, a especialista abordou, com os representantes de bancas cearenses, de como as equipes são formadas nos escritórios dentro de cada necessidade.

De acordo com Lara, para uma sociedade de advogados, é importante avaliar quais são as melhores contratações, observar as recomendações, os tipos de contratações disponíveis e as regras para cada uma delas. “Olhando a importância que a equipe tem para consolidação e fortalecimento da banca de advogados, como essa estrutura precisa ser montada de maneira racional para realizar os objetivos que o escritório tem e fazer com que a equipe cada vez mais agregue valor. É preciso que entenda seu papel, suas competências, as relações com os clientes e a relação dentro do escritório, ou seja, é uma série de habilidades que o escritório precisa ter para poder evoluir”, ressaltou.

O presidente da CESA/CE, advogado Andrei Aguiar, destacou a importância do tema. “É sempre um prazer reunir os principais escritórios do estado para discutir os problemas que afligem nosso dia a dia nas nossas sociedades. Um prazer trazer Lara Selem para trazer um pouco sobre o que a gente tem de possibilidades dentro da nossa legislação para melhor se adequar a realidade de cada escritório. É mais uma oportunidade de debater e discutir o tema, entender a realidade de cada escritório e poder contribuir para uma melhor formulação societária, e uma melhor gestão das pessoas que, na verdade, são a parte mais importante de cada sociedade”, disse o advogado.

Modelos
As relações compreendem o advogado empregado, o associado, a sociedade unipessoal da advocacia, e da relação entre os sócios, os de serviço e os de capital. Segundo a consultora, hoje, existem quatro modelos mais comuns dentro da advocacia. Tudo vai depender do modelo de negócio que o escritório adotar.

O primeiro modelo é uma advocacia padronizada, que são os escritórios de massa. “O relacionamento dos advogados com os clientes quase não existe, porque o cliente nem vai ao escritório, é mais uma relação entre os gestores do escritório e os gestores dos clientes do que propriamente com a equipe de advogados”, explica.

O segundo tipo, é uma advocacia mais customizada, onde o escritório se relaciona com o cliente com base em confiança, o cliente quer ouvir a voz do seu advogado para tomar uma decisão ou conduzir seu problema. O terceiro modelo, trata-se da advocacia especializada, que é pautada em reputação. “O cliente tem um problema muito grande, muito complexo, importante para ele, que leva para os advogados que têm uma reputação técnica. Tanto nesse modelo como no anterior, o relacionamento com os clientes é muito próximo, então precisa de uma equipe que consiga transferir essa estratégia do escritório para o cliente da melhor maneira possível”, considera Laura.

O quarto tipo é uma advocacia mais científica, de altíssima complexidade, onde ali vai encontrar um jurista que pode mudar os rumos, inclusive, de recorrências de tribunal, fazer uma influência através de seu conhecimento para mudar uma realidade que afeta um cliente ou uma população com o mesmo problema.

Inteligência artificial
A consultora ressaltou, ainda, que investir em gestão e tecnologia é a tendência nos escritórios de advocacia. Apesar de considerar que a tecnologia já é uma realidade bem antiga, ela vem se fortalecendo com intensidade desde o último ano. Para Lara Selem, investir em conhecimento e técnicas de gestão em pessoas é uma oportunidade para otimizar a banca. “Hoje, os escritórios estão investindo muito em gestão.

É uma matéria, uma ciência que não ensinam nas faculdades. A maioria dos sócios precisam investir em conhecimento, em técnicas, nas melhores práticas de gestão pessoas, de jurídico, de marketing jurídico, gestão financeira, planejamento societário, e a tecnologia vem agora mais forte. Do último ano para cá, estamos vendo a inserção da inteligência artificial muito mais forte em vários tipos de segmento, na advocacia não é diferente, estamos caminhando para mudanças muito profundas usando a inteligência artificial”, concluiu.

Fonte: O Estado